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	<title>TEOLOGIA BIBLICA - Por Padre Lucas Prazer</title>
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		<title>URGENTE : ABORTO EM RECIFE &#8211; BRASIL</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 14:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
				<category><![CDATA[ABORTO]]></category>
		<category><![CDATA[SOCIEDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado, 7 de março de 2009   A TODOS AQUELES QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA:   Na semana passada, foi descoberta uma gravidez de gêmeos em uma menina de 9 anos no nordeste brasileiro. O fato ocorreu na quarta feira dia 27 de fevereiro de 2009 na pequena Alagoinha, umacidade de 14 mil habitantes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=113&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sábado, 7 de março de 2009</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A TODOS AQUELES QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA:</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Na semana passada, foi descoberta uma gravidez de gêmeos em uma menina de 9 anos no nordeste brasileiro. O fato ocorreu na quarta feira dia 27 de fevereiro de 2009 na pequena Alagoinha, umacidade de 14 mil habitantes no interior do Estado de Pernambuco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A menina já estava com 4 meses de gestação. O pai dos bebês seria o padrasto, um rapaz de 23 anos que vivia com a mãe da criança. O pai biológico da menina, que atualmente vive também em Alagoinha, havia se separado da mãe havia três anos. O padrasto foi preso na própria quarta feira à noite e a população da cidade chegou a tentar linchá-lo.<span id="more-113"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A mãe da menor era contra o aborto. O pai era radicalmente contra o aborto. Contra toda a melhor medicina, os funcionários do hospital deram a entender aos pais que a menina morreria se levasse a gravidez adiante. Isto simplesmente não é verdade. No Brasil todos os anos há 30.000 gestações de menores de 14 anos e não há nenhum caso registrado de morte por causa da gravidez quando é oferecido um acompanhamento pré-natal e se permite o parto por meio de cesariana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O modo como se mentiu aos pais para fazer com que consentissem com o aborto é motivo de vergonha para qualquer serviço de saúde. O pai da menina, impedido de falar com os médicos, quando entendeu que os funcionários do hospital estavam mentido, pediu ajuda a um serviço jurídico para impedir o aborto, um direito que a lei brasileira garante, pois é crime realizar um aborto contra a vontade dos pais, principalmente quando não há risco de morte. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Os médicos do hospital, porém, para garantirem que o aborto seria realizado mesmo contra a vontade do pai, permitiram a sua transferência para um paradeiro que permaneceu em sigilo até que o aborto se tivesse consumado. O governo brasileiro e os meios de comunicação, tratando os responsáveis por estes fatos como se fossem heróis, agora estão se aproveitando do acontecimento para promover a agenda rumo a uma completa legalização do aborto. O sucedido está sendo amplamente divulgado de modo a ocultar os verdadeiros fatos ocorridos em um gigantesco espetáculo midiático no qual o povo está sendo induzido a crer que uma gravidez de uma menor de idade significa o mesmo que a sua morte física.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O que foi divulgado a este respeito foi o que a imprensa quis que o público soubesse. As pessoas diretamente envolvidas no caso expuseram aos jornalistas que os procuraram todos os detalhes do que está relatado nesta mensagem, mas nada foi publicado. As pessoas tem o direito de saber a verdade, e de compreender o quanto o público e as próprias vítimas estão sendo manipulados em função de interesses internacionais com os quais o governo do presidente Lula é conivente&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Abaixo arquivo para Download do texto completo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;text-align:justify;margin:0;"><a href="http://comunidadecatolica.files.wordpress.com/2009/03/aborto-no-recife.doc">http://comunidadecatolica.files.wordpress.com/2009/03/aborto-no-recife.doc</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=113&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Elementos artísticos de Gn 1,1-2,4a</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 16:35:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblia]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo Biblico]]></category>
		<category><![CDATA[genesis]]></category>

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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 241 – Edição Histórica – Especial 40 anos  - Janeiro 2007 No artigo anterior, começamos a abordar os elementos histórico-artísticos do nosso texto. Vimos que tal expressão é utilizada por estabelecer uma distinção entre o elemento doutrinal e o elemento artístico, ou seja, o modo como esta doutrina é apresentada, ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=111&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">“O Verbo” – n° 241 – Edição Histórica – Especial 40 anos<span>  </span>- </span></strong><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">Janeiro 2007</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><strong></strong></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">No artigo anterior, começamos a abordar os elementos histórico-artísticos do nosso texto. Vimos que tal expressão é utilizada por estabelecer uma distinção entre o elemento doutrinal e o elemento artístico, ou seja, o modo como esta doutrina é apresentada, ou a forma literária de que ela se reveste. Versamos, então, sobre os elementos históricos dessa nossa narrativa. Hoje, começaremos a trabalhar o “elemento artístico”, ou “forma literária”, ou seja, o meio utilizado para apresentar a doutrina que se almeja transmitir. <span id="more-111"></span></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Os principais elementos artísticos desse texto são: a concepção idealizada do cosmo; a disposição esquemática das oito obras; a menção dos seis dias mais o sétimo; e o uso de alguns antropomorfismos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Em Gn 1,1-2,4a, a forma artística provém de uma concepção ideal do mundo físico. Como já afirmamos em outras ocasiões, o autor sagrado descreve o cosmo segundo a concepção vigente ou comum de sua época. Sabemos que o carisma da Inspiração bíblica não anula ou suplanta a capacidade do inspirado. Quando Deus quis se servir do ser humano para transmitir Sua palavra, submeteu-se aos condicionamentos históricos e culturais do hagiógrafo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Como já vimos anteriormente, para os antigos semitas a terra era plana, como que uma espécie de disco colocado sobre o abismo das águas e circundado pelo mar, coberto por uma abóbada ou cúpula sólida, firme, daí o termo “firmamento”, que sustentava as águas celestes. Ao longo dessa cúpula, deslocavam-se os astros, cuja grandeza era medida pelo que aparecia aos olhos. Portanto, trata-se de uma linguagem que supõe uma síntese ideal dos dados fenomênicos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A disposição esquemática das oito obras em seis dias corresponde a um critério artístico e, conseqüentemente, não objetivo. O critério consiste em dispor as obras em duas séries paralelas, cujo princípio distintivo é o da estabilidade e do movimento: uma série apresenta a criação dos espaços, e a outra abrange os seres que se movimentam nesses espaços. “Esta razão de simetria é o único motivo da inserção dos vegetais antes dos astros” (G. von Rad). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Ora, se considerarmos as oito obras como oito estrofes de um poema, escrito para exaltar a criação, não nos admiraremos de encontrar entre as obras uma ordem e um nexo ideais, poéticos, correspondendo a exigências artísticas e de expressão. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A menção dos seis dias e do sétimo dia é uma forma de apresentar a ação e o descanso divino como escopo de um dia festivo. Trata-se, evidentemente, de antropomorfismo. Deus quis que a terra assumisse, a certa altura, um aspecto definitivo e que não surgissem mais novos gêneros de criaturas. Além disso, quis Deus que o sétimo dia fosse de descanso para os seres humanos. Por isso, o autor apresenta a impenetrável ação divina dividida em seis dias, seguidos de um repouso no sétimo: e no sétimo dia Ele descansou. Assim, vemos que a sucessão dos seis dias mais um sétimo tem igualmente uma motivação artística. De fato, o recurso ao “sétimo dia” é atestado tanto em escritos na Babilônia como em Ugarit, como um procedimento literário apto a destacar o prolongamento duma situação até que ela se altere ou cesse. Semelhante recurso é também utilizado pelo autor do Apocalipse (6-16), ao mencionar a série de sete selos, na qual o sétimo objeto de cada série introduz uma nova realidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Embora, no passado, a interpretação literal, seis dias, tenha sido sustentada por muitos Padres, por não haver nenhum motivo para se pensar de outra forma, desde Santo Agostinho (século IV), no De Genesi ad litteram, se entende alegoricamente a sucessão e a disposição das obras dos seis dias. Santo Tomás de Aquino (século XIII), na De Potentia, reconheceu a autenticidade da interpretação do gênio de Hipona. Mas foi o progresso científico da geologia que fez com que a interpretação literal se tornasse insustentável. Continua&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Padre Lucas</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/111/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=111&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Elementos teológicos de Gn 1,1-2,4a</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 12:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 240 – 2ª quinzena de Dezembro 2006 Após analisarmos Gn 1,1-2,4a, faz-se mister a apresentação de uma síntese de seus principais elementos teológicos ou doutrinais.   Atualmente, a interpretação comum entre os estudiosos de Gn 1,1-2,4a denomina-se histórico-artística. Esta denominação foi introduzida por A. Fernández, em artigo exegético da “Verbum Domini”, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=105&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><strong>“O Verbo” – n° 240 – 2ª quinzena de Dezembro 2006</strong></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Após analisarmos Gn 1,1-2,4a, faz-se mister a apresentação de uma síntese de seus principais elementos teológicos ou doutrinais. </span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"><span id="more-105"></span></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Atualmente, a interpretação comum entre os estudiosos de Gn 1,1-2,4a denomina-se histórico-artística. Esta denominação foi introduzida por A. Fernández, em artigo exegético da “Verbum Domini”, em 1923, por estabelecer uma distinção entre o elemento doutrinal e o elemento artístico, ou seja, o modo como esta doutrina é apresentada, ou à forma literária de que ela se reveste. O “elemento artístico”, ou “forma literária”, vem, assim, a ser o meio, mas não o objeto da doutrina. O que equivale a afirmar, como temos insistido, que não se devem tomar ao “pé da letra”, ou de modo fundamentalista, as informações apresentadas nesse “poema”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Hoje, abordaremos os elementos teológicos e, no próximo número, os artísticos. Ora, sabemos que o elemento doutrinal é também histórico, não por descrever fatos comprováveis pela ciência histórica, mas enquanto apresenta acontecimentos que se desenvolveram no tempo. Apoiados, sobretudo, na Encíclica Humani Generis, de 12 de agosto de 1950, do Papa Pio XII, que, de certa forma, definiu, nesse capítulo, a questão relativa ao que é histórico e ao que é recurso literário, podemos afirmar que o elemento doutrinal se encerra nos seguintes pontos: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A afirmação da existência de um único Deus, antes e fora do mundo. O mundo, em todos os seus aspectos, é obra de Deus e exterior a Ele. Não é uma parte de Deus, e criatura nenhuma pode se apropriar da Sua dignidade, ou seja, ser divinizada. Verificamos que, no contexto do Exílio, o sol ou a lua, eram reverenciados como deuses pelos babilônicos, e animais eram considerados divinos por povos vizinhos, como os egípcios. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O monoteísmo é expresso ainda na criação de todas as coisas por Deus, sem o auxílio ou oposição de ninguém. Deus não possui nenhum concorrente ou auxiliar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A criação foi realizada por simples ordem ou desejo divino, sem esforço, exprimindo, assim, o poder e a sabedoria de Deus. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Todas as criaturas são boas &#8211; Ele viu que isso era bom &#8211; enquanto correspondem ao projeto de Deus. Assim se elimina uma visão dualista da criação, que admite, por exemplo, os princípios do Bem e do Mal, na origem do mundo e dos seres. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O ser humano é a obra prima de Deus. Homem e mulher foram criados em igual condição e dignidade: à imagem e semelhança de Deus. Ambos têm o mesmo valor e possuem a mesma capacidade. A distinção dos sexos é obra divina, principalmente em ordem à bênção da procriação: crescei e multiplicai-vos! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A imagem de Deus lhes confere o poder para administrar os demais seres e o mundo em nome do Criador. A disposição do mundo criado deu-se de forma progressiva. Entretanto, o fato &#8211; comprovado pela ciência &#8211; de o ser humano aparecer por último tem aqui uma conotação essencialmente religiosa sem nenhuma implicação histórico-científica. O autor sagrado quer asseverar que o ser humano é a coroa da criação. Nessa concepção religiosa todos os seres e elementos cósmicos estão a seu serviço. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">O trabalho humano tem seu modelo no agir sublime de Deus Criador. Também o merecido repouso, após seis dias de intenso labor, encontra uma legitimação teológica: E no sétimo dia Ele descansou. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">A criação marca o início da história salvífica. Este ponto doutrinal se funda no contexto e em outras passagens que unem, de modo assaz estreito, o Deus Criador ao Deus Salvador. Sabemos que, historicamente, Israel fez primeiro a experiência de salvação, a fuga do Egito, ou Êxodo. Somente mais tarde, em contato com outros povos, logrou atingir a concepção de um Deus Criador. Esse capítulo, portanto, apresenta uma elevada evolução teológica, ao afirmar que o Deus que salvara da opressão egípcia e o mesmo e único Criador do mundo e “de todas as coisas visíveis e invisíveis”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:black;font-family:Verdana;">Padre Lucas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/105/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/105/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/105/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=105&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">comunidadecatolica</media:title>
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		<title>Palestra sobre Iniciação aos Escritos Apócrifos &#8211; por Padre Lucas</title>
		<link>http://teologiabiblica.wordpress.com/2008/10/10/palestra-sobre-iniciacao-aos-escritos-apocrifos-por-padre-lucas/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 16:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblia]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo Biblico]]></category>
		<category><![CDATA[palestras]]></category>

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		<description><![CDATA[Abaixo disponibilizamos a palestra em audio (.mp3) sobre iniciação aos escritos apócrifos ministrada por Padre Lucas. Os arquivos estão ordenados por Cds onde cada uma deles aborda assuntos sobre estes escritos. O cd1 aborda o processo historico da formação da bíblia e o cd2 o processo de definição do canon biblico e a explicação sobre os escritos apócrifos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=6&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo disponibilizamos a palestra em audio (.mp3) sobre iniciação aos escritos apócrifos ministrada por Padre Lucas. Os arquivos estão ordenados por Cds onde cada uma deles aborda assuntos sobre estes escritos.</p>
<p>O cd1 aborda o processo historico da formação da bíblia e o cd2 o processo de definição do canon biblico e a explicação sobre os escritos apócrifos.</p>
<p>Eles estão disponíveis para downloads. Basta clicar sobre o arquivo e salvar no computador.<span id="more-6"></span></p>
<p> </p>
<p><a title="CD1" href="http://www.4shared.com/file/79478894/fa1e56be/CD_pt1_iniciacao_aos_apocrifos.html" target="_blank">CD 1 &#8211; Inicio da palestra e formação da biblia &#8211; 72 MB</a></p>
<p> </p>
<p><a title="CD2" href="http://www.4shared.com/file/79484694/380653dd/cd_pt2_iniciacao_aos_apocrifos.html" target="_blank">CD 2 &#8211; Canon biblico e explicação sobre apócrifos &#8211; 46 MB</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=6&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teologia de Gn 1,1-2,4a (X)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 19:52:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[genesis]]></category>

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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 239 – 1ª quinzena de Dezembro 2006 No artigo anterior, abordamos o “sexto dia” (Gn 1,27-31), no qual se deu a criação do ser humano (homem e mulher, Deus os criou), obra prima de Deus. Os versículos que serão analisados hoje (Gn 2,1-4a) são a conclusão desse relato, unanimemente atribuído, conforme [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=99&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><strong>“O Verbo” – n° 239 – 1ª quinzena de Dezembro 2006</strong></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No artigo anterior, abordamos o “sexto dia” (Gn 1,27-31), no qual se deu a criação do ser humano (homem e mulher, Deus os criou), obra prima de Deus. Os versículos que serão analisados hoje (Gn 2,1-4a) são a conclusão desse relato, unanimemente atribuído, conforme já mencionamos, à Tradição Sacerdotal. <span id="more-99"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Assim foram concluídos o céu e a terra, com todo o seu exército. Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera e no sétimo dia descansou, depois de toda obra que fizera. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, pois nele descansou depois de toda a sua obra de criação. Essa é a história do céu e da terra, quando foram criados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Com todo o seu exército: sem dúvida quer acentuar a criação de tudo o que se move dentro dos espaços celestes e terrestres criados por Deus. Dessa forma, salienta-se que tudo o que se desloca, fervilha, rasteja ou caminha nesses espaços é obra do único e mesmo Deus. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera. O Texto Samaritano e os LXX, seguidos por muitos críticos modernos, traduziram no sexto dia, por não parecer exata a tradução no sétimo dia. Entretanto, o sexto dia, já fora concluído em Gn 1,31. E a idéia do término de toda a obra divina já se encontra claramente expressa em Gn 2,1: Assim foram concluídos o céu e a terra&#8230; De fato, agora se trata do sétimo dia, que, nesse contexto, se repete por três vezes (duas, em Gn 2,2 e uma em 2,3). Isso equivale a afirmar que o mundo estava acabado no sexto dia, não porque se esgotara o poder divino, mas porque Ele decidira não criar nada mais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">E no sétimo dia descansou. A idéia antropormórfica do repouso divino é apresentada como protótipo do descanso humano. Todo esse capítulo parece culminar no sétimo dia, ou sábado. E isso não é mero acaso. Trata-se de algo intencional: o hagiógrafo enfatiza o sétimo dia, porque os opressores babilônicos &#8211; sabemos que esse capítulo nasceu no Exílio &#8211; não adotavam o calendário semanal. Suas festas derivavam-se do ritmo lunar, “e eram, se muito, quinzenais. E, por outro lado, o trabalho forçado, imposto pelos opressores, exigia atividade contínua, sem dias de festa e sem descanso (&#8230;). Gênesis 1 celebra o motivo mais profundo do sábado. Este se encontra no próprio Deus (Deus abençoou o sétimo dia!): quem pára no sábado, participa do ser e agir de Deus. Negar-se ao trabalho, ao menos num dia, é corresponder ao Criador (&#8230;). Nas circunstâncias do Exílio, o sábado era, antes de mais nada, uma necessidade concreta. É efetivamente descanso para as mãos e para o corpo. É espaço em que caem as algemas&#8230; A escravidão destrói o corpo. Traz morte precoce&#8230;. É, pois, vital lutar por um espaço para que o corpo descanse&#8230; O descanso puxa a memória. Correm as lembranças a respeito dos tempos passados, em Jerusalém. Pergunta-se: “por que estamos aqui no desterro?’(&#8230;) Gênesis 1 é, pois, uma liturgia que fomenta a exigência pelo sábado, como dia de descanso do corpo, da organização do povo, do cultivo da memória” (M. Schwantes). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Padre Lucas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/99/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/99/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=99&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teologia de Gn 1,1-2,4a (IX/3)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 19:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 238 – Especial Assembléia Diocesana de Pastoral  - 2ª quinzena de Novembro 2006         Com o presente artigo, concluiremos a abordagem sobre a oitava obra da criação &#8211; o ser humano &#8211; e o sexto dia: Gn 1,27-30. E Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=96&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">“O Verbo” – n° 238 – Especial Assembléia Diocesana de Pastoral<span>  </span>- </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">2ª quinzena de Novembro 2006</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Com o presente artigo, concluiremos a abordagem sobre a oitava obra da criação &#8211; o ser humano &#8211; e o sexto dia: Gn 1,27-30. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"><span id="more-96"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">E Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus Ele o criou, homem e mulher Ele os criou. A esta altura, a descrição da execução se aparta do costumeiro estilo, e assume um ritmo poético e solene, em três membros, em cada um dos quais se repete pela terceira vez o termo bãrã, criou: Observe-se que homem (ãdãm) é coletivo, daí a concordância ad sensum, “os criou”, exigida pela menção dos dois sexos, homem e mulher. A narração quer sublinhar que, na espécie humana, a diferença dos sexos é obra de Deus. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Ao comentar os relatos da criação do ser humano, o Papa Bento XVI, afirma: “Na base dessa narração, é possível entrever concepções semelhantes às que aparecem, por exemplo, no mito referido por Platão, segundo o qual o ser humano, originalmente, era esférico, porque completo em si mesmo e auto-suficiente. Mas, como punição pela sua soberba, foi dividido ao meio por Zeus, de tal modo que, agora, sempre anseia pela outra sua metade e caminha para ela a fim de reencontrar sua globalidade. Na narração bíblica, não se fala de punição; porém a idéia de que o ser humano, de algum modo, esteja incompleto, constitutivamente a caminho a fim de encontrar, no outro, a parte que falta para sua totalidade, isto é, a idéia de que só na comunhão a outro sexo possa tornar-se ‘completo’, está, sem dúvida, presente” (Deus Cáritas est, 11). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A afirmação homem e mulher os criou prepara a subseqüente bênção, a da procriação humana: E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e todos os animais que rastejam sobre a terra (v. 28). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A bênção-ordem dada aos humanos é idêntica àquela conferida aos animais, no versículo 22. Entretanto, ao contrário dos animais, os primeiros pais tomarão consciência desse projeto divino. O autor sagrado quer antes se referir àquela força divina que conserva o gênero humano através da geração, ou seja, à bênção nupcial dada a todo o gênero humano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No versículo 29, determina-se o alimento do homem: Deus disse: ‘Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente; isso será vosso alimento’. Temos aqui uma menção à segunda e terceira categorias de vegetais lembrados na quarta obra, (‘Que a terra verdeje de verdura&#8230;, vv. 11s), enquanto os frutos, e especialmente os cereais, são alimento adequado para o homem. Assim, estabelece-se um paralelo conceptual entre a quarta e a oitava obras. De fato, na quarta obra são criados os vegetais, e, na oitava, se determina o seu destino. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A apresentação vegetariana dos viventes no início da criação parece constituir um traço característico da visão paradisíaca do mundo, considerado isento de qualquer violência e de todo mal. Ora, a plena comunhão, a ausência do mal moral é expressa mediante a ausência do mal físico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A narração conclui com a fórmula costumeira: Deus viu tudo o que fizera, e eis que era um grande bem (literalmente, muito bom): esta pequena variante na fórmula tem em vista, em primeiro lugar, a criação do homem e, portanto, é assaz significativa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Padre Lucas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=96&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teologia de Gn 1,1-2,4a(IX/2)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 19:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 237 – Especial Mãe Rainha Schoenstatt – 1ª quinzena de Novembro 2006   No texto anterior, começamos abordar a “oitava obra”: o ser humano. Analisamos Gn 1,26a; foi a primeira parte deste artigo. Hoje, abordaremos Gn 1,26bc: E domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=93&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">“O Verbo” – n° 237 – Especial Mãe Rainha Schoenstatt – </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">1ª quinzena de Novembro 2006</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No texto anterior, começamos abordar a “oitava obra”: o ser humano. Analisamos Gn 1,26a; foi a primeira parte deste artigo. Hoje, abordaremos Gn 1,26bc: E domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"><span id="more-93"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Como “imagem de Deus”, o homem está colocado bem acima de todas as criaturas, mas a sua própria dignidade de pessoa lhe impõe também um limite superior. Dessa forma, a “semelhança” com Deus é aquele algo no ser humano que o faz superior aos animais, dá-lhe o direito de dominá-los. Nesse texto, o que surpreende é a intensidade das expressões que descrevem o relacionamento de superioridade humana diante dos demais seres. De fato, os verbos “pisar”, “submeter”, “dominar” (kâvâsch, râdâh) são deveras intensos. Lembremo-nos que, no Exílio, o grande perigo para Israel era aderir à idolatria pagã e, nos cultos politeístas, muitos animais e elementos da natureza eram divinizados. Daí a ênfase na superioridade do ser humano em relação aos demais seres criados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Contudo, não podemos entender esse “domínio” no sentido de “poder” absoluto sobre a criação, mas que o homem deve administrar sabiamente todos os bens criados. O direito de dominar não inclui certamente o direito de destruir a natureza, sacrificar e matar os animais. No relato Sacerdotal, de acordo com a vontade criadora de Iahweh, os vegetais são o alimento tanto do homem como dos animais (Gn 1,29-30). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Ao ser humano foi confiada a administração da Terra e dos seres. Isso equivale a afirmar que ele deve exercer seu papel de acordo com os desígnios do Criador. O homem não é senhor do mundo, mas colaborador de Deus. Portanto, não tem licença para manipular, destruir ou explorar irracionalmente os bens criados. É o que sabiamente ensina a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II: Com efeito, o homem, criado à imagem de Deus, recebeu a missão de submeter a terra com tudo o que nela existe, de governar o mundo em justiça e santidade e, reconhecendo a Deus como o Criador de tudo, orientar para Ele o seu ser e tudo o mais, de maneira que, com a submissão de todas as coisas ao homem, o nome de Deus seja glorificado na terra (n. 34). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Assim, Deus colocou o ser humano no mundo como sinal de Sua soberania, para guardar e executar Seus direitos de Senhor. Ora, os grandes reis terrestres tinham também o hábito de levantar em seus impérios estátuas que os representavam, como sinais de sua majestade. Mas, o povo de Deus entendeu que a soberania divina se estende a toda a terra e não se limita unicamente aos animais. Foi nesse sentido que Israel considerou o homem como mandatário de Deus. Nesse texto, os animais são ainda mencionados porque somente eles poderiam ser rivais do homem e fazer-lhe concorrência; por isso lhe são expressamente submetidos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Por tanto, o elemento fundamental da “imagem de Deus” é a função do homem para com o mundo. Além de vir de Deus, a criação é dotada, pela “semelhança” divina do homem, de uma certa finalidade que a ordena a Deus. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Padre Lucas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/93/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/93/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=93&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teologia de Gn 1,1-2,4a (IX)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 19:46:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 236 – 2ª quinzena de Outubro 2006 Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra’. Deus criou o homem à [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=90&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><strong>“O Verbo” – n° 236 – 2ª quinzena de Outubro 2006</strong></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra’. Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus Ele o criou, homem e mulher Ele os criou (Gn 1,26-27). <span id="more-90"></span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">O ser humano é a oitava obra da criação. Nessa última obra, temos múltiplas e significativas variações. Por exemplo: o hagiógrafo, diversamente do que ocorreu até aqui, apresenta a Deus deliberando consigo mesmo, antes de realizar essa obra, e convida a Si próprio a criar o homem. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Façamos (v. 26): “Não parece ser um ‘plural majestático’, e não se explica também pelo simples fato que o nome Elohin (Senhor) é um plural quanto à forma, pois é usado quase sempre como nome próprio do verdadeiro Deus e acompanhado normalmente de um verbo no singular. Embora seja raro em hebraico, parece que temos aqui um ‘plural deliberativo’: quando Deus, ou outra pessoa, fala consigo mesmo, a gramática hebraica parece aconselhar o emprego do plural. O grego (seguido pela Vulgata) do Sl 8,6, retomado em Hb 2,7, por exemplo, compreendeu esse texto como uma deliberação de Deus com sua corte celeste, com os anjos. Este plural era, assim, uma porta aberta para a interpretação dos Padres da Igreja, que viram já aqui sugerido o Mistério da Trindade” (R. de Vaux). Essa forma plural do verbo na primeira pessoa na boca de Deus aparece apenas em Gn 3,22; 11,7 e Is 6,8. Em todos esses casos se trata de um plural deliberativo, exprimindo o fato psicológico de uma pessoa, no ato de tomar uma decisão, desdobrar-se mentalmente em duas, uma que dá o conselho, sugestão ou exortação, e a outra que o recebe. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">O homem (‘ãdãm): Trata-se de um nome coletivo, exprimindo o gênero humano, daí o plural: que eles dominem. O homem deve ser criado como imagem nossa. Isto é, o ser resultante desta nova criação será uma imagem, uma estátua viva da Divindade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Conforme a nossa semelhança. “Semelhança” parece atenuar o sentido de “imagem” excluindo a paridade. Ora, o termo concreto “imagem” implica uma similitude física. Essa relação com Deus separa o homem dos animais. Em que consiste aqui a relação de semelhança entre Deus e o homem, isto foi entendido de diversas maneiras: a explicação mais natural é a que vê nela a natureza espiritual do homem. A semelhança com Deus é aquele algo no ser humano que o faz superior aos animais, dá-lhe o direito de dominá-los e, diversamente deles, assegura-lhe o direito à inviolabilidade da própria vida. Alguns teólogos vêem aí uma referência ao fato de que o ser humano, por ser dotado de inteligência e vontade, pode entrar ativamente em relação com Deus. Entretanto, para outros estudiosos, o homem seria a imagem de Deus porque recebe Dele um poder sobre os outros seres vivos. Assim, inteligência, vontade e poder equivaleriam à afirmação: o ser humano é pessoa. Prepara-se assim uma revelação mais elevada: participação da natureza pela graça (Santo Tomás de Aquino). Continua&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Padre Lucas </span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/90/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=90&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teologia de Gn 1,1-2,4a (VIII)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 19:45:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[genesis]]></category>

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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 235 – 1ª quinzena de Outubro 2006     No sexto dia, temos a criação de duas obras: os animais e o ser humano &#8211; sétima e oitava obras, respectivamente -, que correspondem à terceira obra; a separação da terra enxuta da amplidão do mar: Deus disse: ‘Que as águas que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=87&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;">“O Verbo” – n° 235 – 1ª quinzena de Outubro 2006</span></strong></p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No sexto dia, temos a criação de duas obras: os animais e o ser humano &#8211; sétima e oitava obras, respectivamente -, que correspondem à terceira obra; a separação da terra enxuta da amplidão do mar: Deus disse: ‘Que as águas que estão abaixo do céu se reúnam num só lugar e assim apareça o continente’, e assim se fez. Deus chamou ao continente ‘terra’ e à massa das águas, ‘mares’, e Deus viu que isso era bom (Gn 1,9). Esse ato criador pusera a descoberto a terra; agora, trata-se de provê-la com habitantes. Hoje, abordaremos apenas a sétima obra: a criação dos animais. No próximo artigo, trataremos da criação do ser humano: a “obra prima” de Deus. <span id="more-87"></span></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Deus disse: ‘Que a terra produza seres vivos segundo sua espécie: animais domésticos, répteis e feras segundo sua espécie’, e assim se fez. Deus fez as feras segundo sua espécie, os animais domésticos segundo sua espécie e todos os répteis do solo segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom (Gn 1,24-25). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A expressão produza a terra seres vivos (Gn 1,24) não parece aludir à terra como elemento material de onde foram tirados os animais, como em Gn 2,19 &#8211; Iahweh Deus modelou, então, do solo, todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as conduziu ao homem para ver como ele as chamaria -, pois recurso semelhante é empregado a propósito das águas: Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos (Gn 1,20). Assim, afirma-se que, como as plantas (Gn 1,1-13), também os animais estão diretamente dependentes da terra, mas recebem uma bênção especial que os torna fecundos em vista da reprodução: Deus os abençoou e disse: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos&#8230;’ (Gn 1,22). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Nesse relato, os animais terrestres são subdivididos em três categorias: Animais, isto é, os animais domésticos, como indica o hebraico behêmâ; os répteis: todos os que rastejam ou andam (deslizam) rente à terra, como os insetos e os pequenos mamíferos; e as feras da terra, isto é, os animais selvagens e ferozes (Gn 1,24). Não se trata, evidentemente, de uma classificação científica. Leva-se em conta somente a utilidade dos animais e o seu comportamento exterior. Até aqui, as diversas obras criadas são postas em relação com Deus, segundo uma graduação diferenciada, e não estão ligadas a Ele de maneira imediata. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Falta, também aqui, como na terceira obra, a fórmula de conclusão &#8211; e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã -, pois, antes de terminar o dia, como veremos no próximo artigo, terá lugar a última e mais esplêndida obra da criação: o ser humano. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Padre Lucas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/87/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/87/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=87&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Teologia de Gn 1,1-2,4a (VII)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 19:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunidadecatolica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biblia]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo Biblico]]></category>
		<category><![CDATA[genesis]]></category>

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		<description><![CDATA[“O Verbo” – n° 234 – 2ª quinzena de Setembro 2006 No Quinto dia, temos a sexta obra: Deus disse: &#8220;Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, sob o firmamento do céu&#8221;. E assim se fez. Deus criou as grandes serpentes do mar e todos os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=84&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"><strong>“O Verbo” – n° 234 – 2ª quinzena de Setembro 2006</strong></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:11pt;font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:110%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No Quinto dia, temos a sexta obra: Deus disse: &#8220;Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, sob o firmamento do céu&#8221;. E assim se fez. Deus criou as grandes serpentes do mar e todos os seres vivos que rastejam e que fervilham nas águas segundo a sua espécie, e as aves aladas segundo a sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus os abençoou e disse: &#8220;Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a água dos mares, e que as aves se multipliquem sobre a terra&#8221;. Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia (Gn 1,20-23). Trata-se de providenciar os habitantes para o reino das águas: os pássaros para as águas superiores, e os peixes para as águas inferiores. <span id="more-84"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Temos, portanto, uma obra paralela à segunda: Haja um firmamento no meio das águas, e que ele separe as águas das águas (&#8230;). Deus fez o firmamento que separou as águas que estão abaixo do firmamento das águas que estão acima do firmamento, e Deus chamou ao firmamento &#8220;céu&#8221; (&#8230;). Na sexta obra da criação, a ênfase em &#8220;segundo a sua espécie&#8221; quer afirmar que todas as espécies, na sua variedade, são obra de Deus, e não necessariamente que Deus tenha feito existir todas essas espécies já distintas no início. Ou, ainda, que não existem dois ou mais princípios criadores, como afirmavam os mitos pagãos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Todos os pássaros alados (v. 21): não são apenas os pássaros, mas todos os vertebrados e os insetos providos de asas. Deus criou as grandes serpentes (v. 21). Observemos que aqui se emprega, pela segunda vez, o verbo &#8220;criar&#8221; (em hebraico, bãrã). Como assinalamos anteriormente, quando analisamos Gn 1,1 &#8211; No principio, Deus criou o céu e a terra -, esse verbo (bãrã) &#8220;é reservado à ação criadora de Deus, ou às suas brilhantes intervenções na história. Portanto, não é necessário ler aí a noção metafísica de criação, sem que nada a preceda, e possa ser considerado como matéria a partir da qual os seres pudessem ter sido formados, afirmação que ocorrerá apenas em 2Mc 7,28; mas o texto afirma que houve um início: a criação do cosmo e dos seres não é um mito atemporal, ela é integrada na história, da qual é o princípio absoluto&#8221; (R. de Vaux). O autor sagrado está convicto de que a introdução da vida no mundo é algo novo e admirável. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Deus os abençoou dizendo: &#8220;Sede fecundos e multiplicai-vos&#8230;&#8221; (Gn 1,22): a multiplicação dos seres vivos é um prolongamento da criação. De fato, a bênção divina dada no início continua agindo no mistério da geração. Esta lei providencial é expressa em forma de locução dirigida aos seres vivos. Assim, a fórmula de bênção está no lugar da fórmula de imposição do nome, e marca com sua novidade o progresso na obra criadora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:115%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Padre Lucas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:20pt;line-height:110%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teologiabiblica.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teologiabiblica.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/teologiabiblica.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/teologiabiblica.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teologiabiblica.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teologiabiblica.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teologiabiblica.wordpress.com/84/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teologiabiblica.wordpress.com/84/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teologiabiblica.wordpress.com&amp;blog=2997548&amp;post=84&amp;subd=teologiabiblica&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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