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Jesus Cristo, a plenitude da revelação

17 abr

“O Verbo” – n° 186 – 2ª quinzena de Agosto 2004

Por Padre Lucas

No artigo anterior, assinalamos algumas características da Revelação. Vimos que ela se deu de modo lento e progressivo. Hoje, veremos que, em Jesus Cristo, ela atingiu a plenitude. Portanto, como nos ensina a Igreja, não se há de esperar nenhuma nova revelação pública antes de sua gloriosa e definitiva manifestação, “no fim dos tempos” (Verbum Dei, 165).

Ora, mediante os numerosos percalços de sua história, o povo israelita foi, aos poucos, estimulado por Deus a esperar um Messias Salvador. De fato, as desgraças que sofreram, a humilhação de estar sempre submetido ao jugo estrangeiro os faziam esperar, sobretudo, um chefe, um vingador, um triunfador. “Não era uma esperança falsa, no-lo atestam as profecias sobre o real Emanuel e o vitorioso Pacificador” (G. Auzou). Mas, quando Ele veio, não foi exatamente como a maioria do povo esperava…

Jesus Cristo é a Revelação em pessoa. Ele se apresentara como o Messias esperado, e formara os seus discípulos nessa convicção. Mas, aos poucos, foi manifestando seu projeto, que diferia enormemente das expectativas de então. Deixou claro que era Rei, mas seu “reino não é deste mundo” (Jo 18,36); era o Salvador, mas devia-se tomar consciência de que o era do pecado e da morte: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em redenção de muitos” (Mc 10,45), “em remissão dos pecados”: (Mt 26,28; Rm 6,10; Gal 1,4; 1Pe 2,24; 1Jo 1,17; 2,2; Ap 1,6). Desse modo, o mistério da Paixão e da Cruz é o mistério do amor de Deus que, para nos conquistar a libertação plena do mal e da morte, entregou seu próprio Filho.

Jesus ressuscitou vivo, glorioso; “a morte não tem mais poder sobre Ele” (Rm 6,9); sua ressurreição é a esperança dos que nele crêem. Pois Ele é agora objeto de fé, está no princípio e no centro da fé. À luz da Páscoa, desvendava-se todo o seu mistério, seu messianismo, sua soberania, sua divindade (Jo 1,1-14).Ele cumpre as Escrituras que dele falavam e lhe preparavam a vinda (Jo 1,45; Lc 24,44; At 26,22-23). Elas permanecerão sempre como o caminho que conduz a Ele. Somando, porém, tudo o que dele se disse, fica-se ainda muito aquém da realidade, pois Ele ultrapassa tudo. Nele, a esperança do povo de Deus é satisfeita: Jesus é a salvação, a “nossa Páscoa” (1Cor 5,7), “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).

Jesus é o eixo da História. Ele é a Revelação divina que se fez homem. É, em linguagem humana, a Palavra plena e definitiva de Deus (Hb 1,1-2). Ele é, ao mesmo tempo, realidade histórica e mistério transcendente, pessoa humana e divina. “Jesus Cristo é o Senhor” (Fp 2,11), aquele por quem se há de passar para chegar a Deus (Jo 14,6). Homem na História, Ele é a única expressão e manifestação do Pai (Jo 1,18; 8,19; 12,45; 14,7–10), a “imagem de Deus” (2Cor 4,4), o único mediador e revelador, o Deus-conosco (Mt 1,23), pois, “de Sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça“ (Jo 1,16).

Nosso próximo tema: A Veracidade da Bíblia

Padre Lucas

 

 

 

 

 

 

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Publicado por em abril 17, 2008 em Biblia, Estudo Biblico

 

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